Segurança
Vítimas de golpes digitais podem contar com recurso gratuito para resolver crime

Empresa de tecnologia Silverguard oferece atendimento especializado e acompanha solução do caso até o final
Golpe do PIX, falso sequestro, pessoas se passando por outras usando a internet. Se, por um lado, muitos crimes de estelionato digital são cometidos por meio de aplicativos de mensagens, por outro, também são deles que podem vir as melhores soluções – e sem pagar nada. A empresa de tecnologia Silverguard oferece há dois meses o serviço SOS Golpe. As vítimas de golpes podem acessar o site silverguard.com.br para ter acesso ao número do telefone disponível para atendimento gratuito e especializado. O time recebe as informações da vítima, ajuda a solucionar o golpe e acompanha a resolução do caso até o final. Em apenas dois meses, mais de quatro mil pessoas já foram atendidas. Com informações de O Tempo.
“Nós montamos todo um protocolo após conversar com os setores antifraudes de bancos, com a polícia, entre outros profissionais. Meu pai já caiu em um golpe do PIX, perdeu uma grana, foi algo bem elaborado demais. Todas as pessoas estão sujeitas a isso”, diz Marcia Netto, CEO e cofundadora da Silverguard.
De acordo com ela, por meio dos atendimentos realizados, já chegou ao conhecimento da equipe da empresa mais de 200 tipos de golpes, sendo que alguns deles são mais comuns em algumas regiões do país do que em outras. No momento, todo o serviço é prestado por pessoas, mas ao longo do tempo devem receber um incremento da tecnologia, automatizando-o em algumas situações. “Há alguns casos mais simples, outros bem mais complicados, que realmente precisam de um acolhimento especial”, afirma a CEO.
Além disso, a Silverguard também disponibilizará, até o fim do ano, um aplicativo de proteção financeira, com alguns recursos gratuitos e outros pagos. A ferramenta será outro recurso muito importante. Isso porque, conforme Marcia Netto destaca, atualmente o celular se transformou em algo em que se pode ter muitas perdas financeiras por abrigar diversos aplicativos que podem ser utilizados por criminosos que roubam telefones quando estão desbloqueados. Com isso, fazem compras em nome das vítimas. Esse, porém, é apenas um dos riscos.
“O aplicativo terá diversas funcionalidades, como o envio de alerta quando uma pessoa abre uma conta em um banco no nome do usuário. Se a vítima tiver algum dado vazado, nós avisaremos quando estiverem utilizando-o”, relata ela.
A proposta do aplicativo é que as pessoas possam fazer transações digitais, de qualquer lugar, sem se preocupar.
Inclusão
O desenvolvimento do aplicativo conta também com teste de usabilidade para pessoas acima de 70 anos. Conforme Marcia Netto destaca, todas as pessoas caem em golpes, não somente os idosos. Porém, no caso deles, os prejuízos costumam ser maiores, já que, em geral, essa faixa etária tem mais dinheiro guardado. De acordo com dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), 11.080 pessoas com 60 anos ou mais foram vítimas de estelionato entre os meses de janeiro e maio deste ano.
“Os jovens, se perdem algum dinheiro, têm a vida inteira para reconstruir. Por outro lado, muitos idosos já não estão trabalhando e muitas vezes não conseguem mais reconstruir. Sendo assim, os golpes costumam ser mais cruéis com os mais velhos”, diz ela.
O aplicativo deverá, portanto, ser fácil de usar, didático, para que todas as pessoas consigam utilizá-lo.