Governo Municipal
Valdir das Festas Juninas

Além de Valdir Mecânico, o seu xará e companheiro de partido Valdir das Festas Juninas (PCdoB), também foi afastado do cargo, por uma idêntica conclusão ao caso de seu companheiro edil, contudo desta vez referente a contratação da servidora Adriana Aparecida da Silva, pelo vereador Valdir Rodrigues e Souza.
Adriana foi contratada pelo vereador no dia 01/02/2018 recebendo proventos mensais na ordem de R$ 2,8 mil, sendo a mesma exonerada no mesmo ano no mês de outubro.
Como bem pontuou o Ministério Público (MP), a investigada confirmou durante as oitivas, não ter exercido regularmente as funções do cargo para o qual foi nomeada. Realizando apenas esporadicamente atividades externas a pedido do vereador Valdir das Festas Juninas.
Adriana ainda “confirmou, ademais, que se dedica ao trabalho particular como pespontadeira e que utilizou todo o valor que recebeu como assessora parlamentar para comprar maquinas, ou seja, investindo em seu negócio próprio”.
Na decisão aponta ainda que “salienta-se possível perceber que nas declarações de Adriana, que, além de aduzir pela não regularidade dos serviços que deveria prestar, confessa que, nos três últimos meses antes da sua exoneração, ou seja, muito provavelmente desde junho de 2018, dedicou-se integralmente a sua atividade privada”.
O MP ainda ressalta, e a decisão exalta que “impacta em sua declaração de que não sabe por qual motivo foi contratada pelo vereador (o que vai de encontro da ausência de afazeres na Câmara), acreditando que se deve pelo fato de ter trabalhado na campanha de Valdir Rodrigues, confirmado se tratar de uma troca de favores entre ambos”.
Por sua vez o vereador corroborou com as declarações da investigada, confirmou que “ter efetivado em razão de desempenho desta na campanha eleitoral (…). O vereador ressaltou ainda que Adriana, não comparecia diariamente à Câmara e lhe cabia a realização de serviços externos, cuja fiscalização ficou clara que Valdir não possuía, ao argumentar que o cidadão ligaria reclamando. O vereador (…) confessa ainda ter ciência da atividade privada de sua assessora parlamentar, visto ser o motivo de ter deixado o cargo comissionado”.
Cabe ainda ressaltar que na denúncia apresentada por Jadir Chanel foi elucidado que a assessora em questão jamais foi vista pelo vereador nas dependências do legislativo municipal.
Ainda segundo aponta o MP na decisão, os fatos identificados acima, reforçam a ideia de que “o gabinete do edil em questão, trata-se muito possivelmente de um verdadeiro cabide de empregos, onde não se valoriza a capacidade para os trabalhos legislativos, mas se beneficia eventuais aliados em campanhas eleitorais, os quais recebem remuneração dos cofres públicos mas, não trabalham”.
Confira as ligações telefônicas, depoimentos e apontamentos descritos na decisão.