Educação
Servidores da Educação Infantil de BH Planejam Paralisação em Protesto por Reajuste e Mais Professores

Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis) de Belo Horizonte podem não ter expediente na próxima quinta-feira (20) em função de uma nova paralisação feita pelos servidores da educação infantil. Além de um reajuste de 47% no salário, os servidores ainda pedem pelo aumento do número de professores nas escolas.
“Estamos com uma limitação legal, estabelecida pela Lei de Diretrizes da prefeitura em relação a contratação de professores e por isso a gente está tendo uma falta muito grande do número de professores nas Emeis. Além da falta de professores, a gente tem também a impossibilidade do aumento de turmas, que é uma demanda da população que precisa desse serviço”, explica a presidente do Sindi-Rede, sindicato que representa a categoria, Talita Lacerda.
Segundo ela, no concurso recente feito pela PBH, os aprovados já estão “disponíveis para serem chamadas”, mas, segundo Talita, a prefeitura tem alegado uma limitação legal na contratação desses profissionais.
“Queremos uma reorganização do quadro e abertura do diálogo da SMED (Secretaria Municipal de Educação)”, disse.
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Educação, afirmou que tem uma reunião agendada com o sindicato para esta quarta-feira (19 de março) com o objetivo de discutir questões relacionadas à educação infantil.
Mais demandas
Na semana passada, em assembleia geral na praça da Estação, os servidores votaram a pauta do reajuste desde o primeiro nível trabalhista da categoria (nível 8), que recebe R$ 2.869,89 ao mês. A pauta foi votada e encaminhada à Prefeitura de Belo Horizonte, que, segundo o Sindi-Rede, sindicato que representa a categoria, não retornou sobre os questionamentos.
Pais de uma Escola Municipal de Educação Infantil (Emei), da região Noroeste de BH, onde parte dos servidores vão suspender as atividades, relatam transtornos para adaptar a rotina.
“Com a paralisação, acabo dependendo de terceiros, que no caso são os avós, que também precisam desmarcar compromissos para poder me ajudar e ficar com a neta. Sendo recorrente, como está sendo,às vezes nem com eles posso contar pois não conseguem desmarcar ou reagendar os seus compromissos. Aí preciso recorrer a algum parente ou amigo que possa me ajudar e muitas vezes acaba gerando uma angústia pois só consigo em cima da hora alguém que possa me ajudar já que não posso faltar ao trabalho”, diz uma mãe que não quis se identificar.
A adesão à paralisação é facultativa, cabendo ao servidor parar ou não as atividades deste dia.