Nova Serrana
Prefeitura realiza ações no combate as hepatites virais no Julho Amarelo

A Secretaria de Saúde de Nova Serrana se une à campanha “Julho Amarelo” (mês de luta contra as hepatites virais), que foi instituída no Brasil em 2019 e tem por finalidade reforçar as ações de vigilância, prevenção e controle da doença.
Na pauta da campanha, algumas ações estarão em curso durante o mês. Entre elas serão ministradas palestras nas salas de espera das unidades de saúde, oferta de vacina contra Hepatite B e Hepatite A, teste rápido de Hepatite B e C e distribuição de preservativos. Lembrando que a vacina de Hepatite A é somente para crianças, e que a sua aplicação se dá a partir dos 15 meses, indo até 4 anos, 11 meses e 29 dias.
Ações do ministério
O ministério da Saúde realizou, no mês de junho o seminário “20 anos da Política Nacional de Hepatites Virais”, com a intenção de avaliar a trajetória e os avanços dos 20 anos da política brasileira de enfrentamento das hepatites virais, de maneira conjunta com as várias instâncias do Sistema Único de Saúde (SUS). O evento serviu para fazer uma reavaliação das estratégias voltadas à eliminação das hepatites até 2030: meta defendida pela Organização Mundial da Saúde/Organização Pan-americana da Saúde.
O que são as hepatites virais?
As hepatites virais são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. São infecções que atingem o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves.
A doença pode ser causada por vírus ou pelo uso de alguns medicamentos, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas ou genéticas.
Na maioria das vezes são infecções silenciosas, que não apresentam sintomas. Entretanto, quando presentes, elas podem se manifestar como: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
No Brasil, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda, com menor frequência, o vírus da hepatite D (mais comum na região Norte do país) e o vírus da hepatite E, que é menos comum no Brasil, sendo encontrado com maior facilidade na África e na Ásia.
Os casos graves
As infecções causadas pelos vírus das hepatites B ou C frequentemente se tornam crônicas. Contudo, por nem sempre apresentarem sintomas, grande parte das pessoas desconhecem ter a infecção. Isso faz com que a doença possa evoluir por décadas sem o devido diagnóstico. O avanço da infecção compromete o fígado, sendo causa de fibrose avançada ou de cirrose, que podem levar ao desenvolvimento de câncer e à necessidade de transplante do órgão.
O impacto dessas infecções acarreta aproximadamente 1,4 milhões de mortes anualmente no mundo, seja por infecção aguda, câncer hepático ou cirrose associada às hepatites.