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Saúde

Pai recebe terceiro diagnóstico de câncer, após perder 3 filhos para a doença

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Régis Feitosa Mota, 53 anos, foi diagnosticado com câncer perdeu os três filhos para a doença em um intervalo de apenas quatro anos. Sem acreditar que era uma coincidência, o economista foi atrás de respostas e descobriu que os diagnósticos estavam associados a uma síndrome rara hereditária pouco conhecida no Brasil.

Régis é portador de uma síndrome rara hereditária chamada Li-Fraumeni (LFS). A doença é causada por uma mutação genética que aumenta a probabilidade em até 90% nas chances dos portadores desenvolverem câncer até os 70 anos.

O economista que faz tratamento com para leucemia linfóide crônica e para um linfoma não Hodgkin, um tipo de câncer que tem origem nas células do sistema linfático. Recentemente, compartilhou em suas redes sociais que recebeu um novo diagnóstico para a doença: um mieloma múltiplo.

“Descobrimos aí mais uma doença. Já tratamos leucemia, linfoma, não Hodgkin, que estão estabilizados, mas a gente vem tratando, não estão curados. Dessa vez descobrimos um mieloma múltiplo, que atinge inclusive os ossos”, disse Régis Feitosa em um vídeo publicado na rede social.

Veja o vídeo

Perda dos filhos

O drama familiar começou em 2009, quando a filha mais velha, Ana Carolina, foi diagnosticada leucemia linfoide aguda, o câncer mais comum na infância, que tem início na medula óssea. Em 2021, Ana descobriu um tumor no cérebro e morreu em novembro de 2022.

Antes, o filho do economista, Pedro, apresentou cinco episódios de câncer e morreu em 2020 com um tumor no cérebro.

Já em 2017, a filha caçula, Beatriz, à época com 10 anos, foi diagnosticada com leucemia linfóide aguda e morreu um ano depois.

O que é a síndrome Li-Fraumeni ?

De acordo com o portal Oncoclínicas,  a síndrome de Li-Fraumeni é causada pela alteração no gene TP53 de caráter hereditário, que enfraquece a habilidade das células de controlar diversos sistemas vitais.

A síndrome de Li-Fraumeni é rara e autossômica dominante, ou seja, o pai ou a mãe podem transmiti-la para os filhos. Cada descendente tem 50% de risco de ser portador da mesma síndrome, e a presença de uma cópia mutada do gene já é suficiente para aumentar a probabilidade de desenvolvimento de um câncer.

Não há cura para a síndrome, mas o diagnóstico  permite que a saúde do paciente seja acompanhada mais de perto e traz oportunidades para que possíveis tumores sejam detectados precocemente.

Os cânceres associados à síndrome de Li-Fraumeni são:

  • Sarcomas ósseos e de tecidos moles;
  • Câncer de mama genético;
  • Câncer de tórax;
  • Tumores cerebrais;
  • Câncer adrenocortical;
  • Leucemia genética;
  • Linfoma;
  • Glioblastoma; e
  • Rabdomiossarcoma.

Fonte: O Tempo/Folhapress

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