Governo Municipal
Osmar Santos

Entre os investigados está o presidente da Câmara Municipal de Nova Serrana, vereador Osmar Santos (Pros) e seu assessor Yuri Anderson Amaral Estevão, que segundo informado em entrevista concedida a Rádio Real, na data de 07 de maio, já não faz mais parte do corpo de assessores do vereador.
As investigações apontam que o servidor em questão, mesmo fichado no legislativo municipal, destinava todo o seu tempo para trabalho referido a sua empresa “Estevão Confecções”.
O Ministério Público obteve comprovação desta informação após realizar contato via Whatsapp com o investigado. “em contato via mídia social ‘whatsapp’, com Yuri, em negociação de serviços a confecção de camisas, ele afirma que o endereço de sua empresa é na rua Foz do Iguaçu (…), ainda que não fica na confecção o dia todo, pois visita clientes no inteiro de buscar e entregar pedidos de camisas”.
Foi também considerado pela justiça que “nota-se que o contato via whatsapp, ocorreu entre 14h e 14h30, período de trabalho legislativo, e que não obstante, o investigado estava se dedicando a sua confecção”.
A quebra de sigilo e monitoramento eletrônico das atividades financeira aponta que em momentos distintos em instante de trabalho do legislativo o mesmo estava em outro locais, como em agências bancárias no Jardins do Lago, onde realizou vários saques.
Segundo a decisão, Yuri foi ouvido pelas oitivas, e o mesmo alegou que a confecção é sua atividade principal, alegando para o MP, que o trabalho paralelo é apenas “um extra”, contudo o mesmo confirmou o descompromisso com o legislativo, quando “confirmou não comparecer a câmara todos os dias para trabalhar, assim o fazendo somente “quando é chamado”, não reclinando atividades fixas e rotineiras ligadas ao cargo ocupado”.
Também ficou evidenciado que o assessor deixou claro que o vereador Osmar Santos, tinha plena ciência da atividade particular e paralela a exercida, contudo segundo o depoimento o vereador tentou se eximir do conhecimento afirmando que seu assessor nunca disse que é empresário do ramo de confecções.
Por sua vez o presidente ao ser ouvido confirmou “a ausência de critérios quanto as incumbências do assessor investigado, sua rotina e carga horária de trabalho a indicar a pseudo-contratação”.
Cabe também aqui ressaltar que durante as investigações o vereador Jadir Chanel (MDB) procurou espontaneamente o MP para denunciar um projeto de lei de autoria da presidência, que permitiria que os vereadores contratassem até 10 assessores sobre o salário de R$ 1 mil, o que seria um apontamento de que cabos eleitorais seriam contratados em grande número pelo legislativo.
Na ocasião também foram feitas denúncias referente ao assessor do vereador e apontou indícios de que outros vereadores também praticavam atos ilícitos quanto as contratações de assessores fantasmas.
Confira abaixo a transcrição das escutas telefônicas expostas na decisão.