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OS ERROS SE REPETEM ATÉ QUE APRENDAMOS A LIÇÃO

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O extinto Jornal do Brasil, em uma de suas edições no ano de 2015, publicou uma matéria registrando a visão futurista de um de seus jornalistas, com uma análise da política internacional com vários aspectos de prenúncios que pareciam apocalíticos. A matéria acenou com uma análise ousada sobre os acontecimentos naquela época, quando apontou verdadeiros culpados pelo maior êxodo migratório desde o término da Segunda Grande Guerra.

A análise mostrou a presumível consequência que hoje vivenciamos nos quatro cantos desse “mundão de meu Deus” divulgadas nos noticiários, mas pouco percebidos pela camuflagem imposta por uma mídia embriagada nas informações propositalmente preparadas pelo poder internacional exercido pelos Estados Unidos da América e seus aliados interessados apenas em fazer malabarismos políticos, como “bobos da corte” aos pés do rei.

No texto a visão consciente do jornalista mostrava, que a Europa continua ajoelhada, assim como esteve em 2015, vivendo um autêntico Estado de Sítio com milhares (ou milhões) de estrangeiros, que fugiram de seus países em busca da paz perdida pelas barbaridades de guerras e conflitos sem fim.

A política norte-americana de intervenção, no Oriente Médio e no Norte da África destruíram países como o Iraque, a Líbia, e a Síria, quando equipavam com “armas e veículos, por meio de suas agências de espionagem, os terroristas que deram origem ao Estado Islâmico, para que estes combatessem Kadafi (na Líbia), Hussen (no Iraque) e Bashar Al Assad (na Síria) entre outros, ajudando a criar a conhecida Primavera Árabe, com a promessa de paz duradoura, liberdade e prosperidade”.

Mas, o que ficou para a história que conhecemos nos dias de hoje?

Nada mais, além da fome, destruição e guerra, estupros, doenças, morte e um êxodo sem precedentes dos flagelados para a Europa. Porém, a leitura de um texto sério e consciente da responsabilidade, para com a boa e digna informação, mostra ao leitor um “ensaio propositivo” que poucos pensam ou enxergam como possibilidade.

Em vez de gastar bilhões de dólares em armamentos despejados aos borbotões nestes países, porque os americanos e aliados europeus não investiram estes mesmos bilhões de dólares na construção de fábricas, infraestrutura para uma boa educação, saúde, saneamento, cultura gerando emprego e renda aos povos que sucumbem pela fome e miséria?

Em nome da “guerra ao terror”, a política internacional do governo americano optou (como sempre o fez) em substituir, paradoxalmente, governos estáveis por terroristas, inaugurada pelo presidente W. Bush, depois do atentado às Torres Gêmeas. A matéria afirma com convicção, que a Europa jamais será a mesma e somos testemunhas deste acontecimento até os dias de hoje.

Qual é o motivo desta política imposta aos países árabes, africanos, asiáticos e sul-americanos?

Com certeza o “controle” de suas populações e suas economias. Todos nós somos vistos como uma ameaça constante aos americanos e seus aliados de “calças justas”. Somos um contraste bizarro aos interesses de grandes potências. Acho importante, nesta publicação, a clareza de que podemos estar selando um destino indesejável para o nosso país, tido e reconhecido como o “celeiro do mundo”.

Pensar no momento atual e o modo como permitimos as influências das redes sociais estão determinando a repetição de erros, porque não aprendemos a lição. Acabamos de acompanhar a debandada americana do Afeganistão, país que era a “bola da vez” nas questões internacionais.

O que foi feito diferente pelas tropas da coalizão lideradas pelos americanos, que já não vimos nas décadas de 60 e 70 no Vietnã? Ou no Iraque, numa verdadeira “Tempestade no Deserto”, que se transformou num dilúvio de mentiras e atrocidades?

Construir novos caminhos, adotar novos conceitos e pensar um Brasil soberano é realmente trabalhoso. Mas precisamos fazer tudo pelo que passamos nas últimas ´décadas ter valido à pena e, que não sejamos a repetição de histórias acontecidas em países tão distantes e que agora bate às nossas portas.

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