Saúde
Número de casos de dengue e chikungunya já é maior que a população de 809 municípios mineiros

Os casos de dengue e chikungunya seguem em ritmo acelerado em Minas, sem previsão de trégua. Em menos de quatro meses, 84 mil pessoas contrairam as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. O número é superior à população de 809 municípios do Estado. A comparação foi feita com base em estimativas de habitantes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A dengue corresponde a 80% do total de confirmações e a chikungunya, 19%. A zika a apenas 0,1%, mas todas as enfermidades exigem diagnósticos e cuidados médicos específicos. Autoridades destacam que os moradores não podem ignorar os riscos, procurando socorro caso apresentem sintomas.
Dores intensas pelo corpo e cabeça, febre e mal-estar são os principais sinais. “Na chikungunya, as dores nas articulações são muito características e nos direcionam para o diagnóstico. Em alguns casos, há febre”, explica Daniela Caldas Teixeira, infectologista pediátrica que atua no Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).
Segundo a técnica, a fase aguda da doença e da dengue são caracterizadas principalmente por febre de início súbito. Manchas avermelhadas no corpo estão presentes entre 30% a 50% dos pacientes. É necessário procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de casa para passar por avaliação médica e receber orientações sobre hidratação e analgésicos.
“Na dengue, a base principal do tratamento, que pode evitar o agravamento da doença e os óbitos, é a adequada hidratação do paciente”, diz a médica, destacando que é importante começar a consumir água em grande quantidade imediatamente já ao surgimento dos primeiros sintomas.
Mortes
Além dos milhares de casos, as mortes provocadas pelas arboviroses também aumentaram. Só por dengue já são 27, além de 88 óbitos em investigação. Em relação à chikungunya, oito pessoas perderam a vida. Quinze notificações suspeitas aguardam a confirmação de exames. Não há mortes por zika.
* Com informações do Jornalismo SES