Justiça
MPMG denuncia ex-secretário acusado de matar candidato a vereador em Patrocínio

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou à Justiça o ex-secretário de obras de Patrocínio, no Alto Paranaíba, Jorge Marra, acusado de matar a tiros o candidato a vereador Cassio Remis no dia 24 de setembro. Atualmente, o suspeito está preso em Patos de Minas, na mesma região.
Na denúncia formulada por promotores de Justiça da comarca de Patrocínio, Marra é acusado de homicídio qualificado por motivo torpe mediante dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, foi imputado a ele o delito de porte ilegal de arma de fogo e munições.
O MPMG ainda denunciou outras duas pessoas – que não tiveram os nomes revelados – pelo crime de favorecimento pessoal, já que teriam ajudado Marra, que é irmão do atual prefeito e candidato à reeleição, Deiró Marra (DEM), a fugir do local do crime e permanecer foragido. Também foi solicitado pelos promotores o fim do segredo de justiça, devido à repercussão do fato.
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O acusado já havia sido indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) por homicídio qualificado, porte ilegal de arma e roubo majorado com o concurso de pessoas, em razão do envolvimento do motorista que o auxiliou na fuga.
Segundo o delegado regional de Patrocínio, Valter André, a morte de Remis não pode ser considerada um crime político porque não apresenta relação direta com o pleito eleitoral, embora a vítima estivesse denunciando um uma suposta irregularidade da administração municipal.
Relembre o caso
Cassio Remis fazia uma transmissão ao vivo nas redes sociais denunciando uma obra da prefeitura de Patrocínio que, supostamente, beneficiaria o comitê de campanha do atual prefeito e pré-candidato à reeleição, Deiró Marra.
Durante o vídeo, o então secretário de Obras do município e irmão do atual mandatário, Jorge Marra, de 60 anos, chegou ao local em uma caminhonete e tomou o celular do político. Depois disso, em frente à secretaria, eles tornaram a brigar e o autor sacou uma arma e disparou na cabeça de Remis, que morreu no local.
Marra ficou foragido durante três dias, quando se entregou à polícia. Ele alegou que agiu em legítima defesa por ter se sentido intimidado pela vítima.
Fonte: por Gabriel Moraes – O Tempo