Política
Lula sugere criação de programa de descontos para compra de eletrodomésticos

A sugestão para produtos da linha-branca ocorre há menos de uma semana do governo federal encerrar o programa de crédito para compra de carros populares
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu ao vice-presidente, Geraldo Alckmin, a reedição de um programa de incentivo à compra de eletrodomésticos da linha-branca, como geladeira, fogão e máquina de lavar. “Se tá caro, vamos tentar baratear”. Com informações de O Tempo.
Alckmin é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e foi responsável por coordenar o programa de concessão tributária para a indústria automobilística, que deu descontos para a compra de carros populares de até R$120 mil. A iniciativa atendeu também a compra e venda de ônibus e caminhão.
“Até falei para o Alckmin: ‘Que tal a gente fazer uma aberturazinha (de crédito) para a linha branca outra vez?’ As pessoas de quando em quando precisam trocar os seus utensílios domésticos”, declarou durante cerimônia no Palácio do Planalto que retomou o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT).
“Se tá caro, vamos tentar baratear. Vamos dar um jeito”, frisou. Em seguida pediu para a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e ao presidente do BNDES, Aloisio Mercadante “abrirem mão um pouquinho para facilitar a vida desse povo que quer ter acesso às coisas”.
No entanto, o petista pontuou que é importante incentivar o consumo para aquecer a economia, mas que isso não significa que o governo esteja incentivando as pessoas a se endividarem. “Ninguém pode gastar o que não tem. Se a pessoa tem que fazer uma dívida, que faça uma dívida que possa pagar”, disse Lula.
Diante disso, o mandatário adiantou que o Desenrola Brasil deve ser anunciado nos próximos dias. O programa visa renegociar dívidas de pessoas físicas e impulsionar o consumo no país.
Ao término da solenidade, quando procurada pela imprensa se era possível realizar o programa de concessão de crédito de produtos da linha-branca sugerido pelo presidente Lula, Tebet pediu “calma” disse que o tema não estava sendo discutido e que o assunto deveria ser tratado com Geraldo Alckmin.