Câmara Municipal de Nova Serrana
Gestão da mesa diretora da Câmara Municipal continuará sendo anual em Nova Serrana

O mandado da mesa diretora na Câmara Municipal de Nova Serrana, na próxima legislatura, permanecerá com o prazo de um ano. A decisão foi tomada na última reunião ordinária da Câmara Municipal de Nova Serrana, realizada na terça-feira, dia 11 de agosto, quando os edis rejeitaram o Projeto de Emenda a Lei Orgânica 01/2020.
A proposta, de autoria do vereador Cabral, e assinado por outros seis vereadores, necessitava de 09 votos para ser aprovada na casa, e visava que a partir da próxima legislatura, o mandado da mesa diretora tivesse a duração de dois anos, e não mais apenas um ano como ocorre atualmente.
Foi também apresentado uma emenda no projeto, determinando que não houvesse reeleição na mesa diretora após os dois anos de gestão a frente da Casa, contudo ambas as pautas foram rejeitadas pelo plenário por não obter a quantidade de votos suficientes.
Autor explica a pauta
Após ser colocado em debate, o vereador Cabral (Solidariedade), como autor, se manifestou sobre o projeto, e apontou que pensou no princípio da simetria e na governabilidade no legislativo para realizar a proposta.
“Quando pensei nessa proposta fiz até por simetria, implantamos a emenda, mas não tenho pesar nenhum se não passar, vai ser difícil, mas o que eu penso é para o futuro, o prefeito terá mais estabilidade com a Câmara, vai acabar com o balcão de negocio, que passa de agosto só se discute presidência. Estou pensando na visão administrativa, para o próximo prefeito trabalhar com coerência”. Disse o autor da proposta.
Perspectiva para as próximas legislaturas
No entendimento do vereador Jadir Chanel (MDB), o projeto deveria sim ser aprovado, o vereador inclusive salientou que mudou seu voto, por acreditar que as próximas legislaturas serão melhores do que as vividas na casa até o momento.
“Quando o nobre vereador trouxe a indicação para a mesa, eu fui um dos primeiros a manifestar que seria contra e não tenho vergonha de dizer que volto atrás. Pensando bem, eu vim analisar, pensando que na verdade as próximas legislaturas serão maravilhosa. Conversei com uma servidora que tem 10 anos de legislatura, perguntei se ela viu alguma como essa ela disse que não. Foi diante da situação que estava que fui contrario a indicação do vereador Cabral, mas pensando bem não haverá mais. Nova Serrana será uma cidade diferente depois de tudo que presenciamos. Acredito que teremos uma legislatura maravilhosa”.
O otimismo de Jadir no entanto não contagiou o vereador Pr. Giovane Máximo (PSD), que deixou claro que prefere pagar para ver, do que dar o voto de confiança quanto a um maior prazo de gestão da mesa diretora.
“Eu creio que todos nós não temos certeza se vamos estar aqui se tivesse certeza talvez ate a votação seria diferente, mas Nova Serrana tem uma característica tão distinta das demais Câmaras de Minas, e até do Brasil. Eu respeito à fala do Jadir, mas eu vou pagar para ver se vai ser melhor mesmo, eu serei contrario tanto a emenda quanto ao projeto. O caroço que ficou nesse angu vamos, ter que ver mesmo se haverá mudança”.
Já Willian Barcelos (PTB), ponderou que a ideia inicial do projeto é boa, mas não é possível recriminar nenhum colega por votar contrário, pois a pauta é pessoal, e não traz segurança de resultados positivos para nenhuma das duas posições, contrária ou favorável.
“A principio a ideia de dois anos é boa, mas será que com a emenda será proveitoso, será que haverá sintonia. É uma situação tão particular que ninguém pode ser crucificado pelo voto”.
Declaradamente contrário a proposta, Chiquinho do Planalto (PSD) afirmou que dois anos de uma gestão negativa vão demorar a passar, e podem ser mais prejudiciais ao município.
“Eu sempre fui contra, um ano é fácil de passar, dois anos é difícil de passar, a gente vê que isso vira cabide de emprego, eu tenho dois mandatos e presenciei muita coisa. O presidente é quem tem o poder da caneta. Não sou contra ao vereador, mas ao projeto. Não sou favorável por causa dessa forma o cabide de emprego tem que acabar”.
Também contraria ao projeto a vereadora Teresinha do Salão (Avante) afirmou que a presidência e demais cargos da mesa diretora tem que ser ocupados por apenas um ano, para assim dar direito aos demais vereadores de ocupar o cargo.
“Quando o vereador apresentou, de início até assinei, depois pedi a retirada do meu nome antes de vir para votação. A minha forma de pensar é que presidente trem que ser um ano para dar direito as outras pessoas que também tem projetos muito importantes. Não só presidente mas todos os outros cargos da mesa tem que ser só um ano”.
Após as considerações o projeto foi votado e reprovado com apenas 08 votos favoráveis, contudo é importante ressaltar que um dos votos, o vereador Pr. Giovane Máximo foi dado a favor da pauta, o vereador se retratou, manifestando voto contrario, mas como mencionado pela presidência, o voto em questão não alteraria no resultado da votação.