Cultura
Durante Carnaval, PM adota etilômetro que identifica álcool apenas com a fala

Para dar agilidade às abordagens nas rodovias estaduais que cortam a região metropolitana, a Polícia Militar Rodoviária (PMRV) vai intensificar durante o período de carnaval o uso de um etilômetro que identifica a presença de álcool sem que o condutor precise soprar.
Os aparelhos estão ainda em fase de teste há algum tempo na corporação, mas durante os dias do carnaval o uso será intensificado e depois, a expectativa é que seja ampliado para todo o Estado.
Segundo o comandante do Batalhão da Polícia Rodoviária Federal do Anel Rodoviário, tenente Luiz Fernando Ferreira, ao todo, a fabricante disponibilizou cinco aparelhos à corporação que ainda estão em teste. Eles funcionam como auxiliares ao etilômetro convencional, chamado de ativo.
O militar explicou que equipamento serve como uma pré-seleção de quais condutores precisam passar pelo teste ativo, mas só após o resultado do sopro, é que o policial poderá aplicar ou não as medidas cabíveis ao condutor.
“Ao aproximar o aparelho do condutor e do do interior do carro ele indica se há presença de álcool (cor verde), não há presença (cor vermelha) ou sem precisão (laranja). A partir desse resultado, os militares vão ter melhores condições para definir se o condutor precisa soprar no etilômetro convencional”, explicou Ferreira. “Mas o etilômetro passivo identifica presença de álcool no ambiente, que pode ser o carro e demais passageiros que tenham ingerido bebida alcóolica, por isso ele não pode ser usado para fins de multa, apenas com o sopro é que o policial poderá aplicar as sanções”, reiterou.
Para o tenente os novos aparelhos auxiliam o trabalho dos policiais e evita também constrangimentos.
“Muitas vezes pessoas que não fizeram o consumo de álcool se sentem constrangidas em ter que soprar o etilômetro ativo, se o passivo indicar que não há resquício de álcool, não há motivo que o policial solicite o teste. Além disso, agiliza o processo, ainda mais em períodos como o carnaval onde há um fluxo muito grande de veículos e motoristas sob efeito de bebida alcóolica”, ressaltou.
O comandante também garantiu que a nova ferramenta não vai gerar incômodo e nem abuso policial durante as abordagens.
“O aparelho funciona como aquela primeira conversa que o policial tem com os condutores e também é necessário que chegue o equipamento muito próximo ao rosto do abordado. Ele capta a presença do ambiente e o motorista assim será convidado a soprar o etilômetro ativo, mas caso se recuse não será obrigado” , explicou.
Fonte: O Tempo