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Bruno diz que há possibilidade de Bruninho ser filho de outro jogador de futebol

Após o pedido de DNA apresentado pelo goleiro Bruno Fernandes à Justiça do Mato Grosso do Sul, boatos antigos voltaram a rodear o caso nesta semana. Um deles é a possibilidade de o resultado do exame ser negativo e Bruninho, filho de Eliza Samudio, ter como pai um outro jogador de futebol.
Essa hipótese surgiu desde o início do processo. Depoimentos colhidos durante a investigação apontam que a modelo tinha “muito contato com jogadores” e era, pejorativamente, chamada de “maria-chuteira” por alguns. Um dos jogadores do Flamengo à época do caso chegou a citar uma “suruba” com vários atletas e mulheres e que, uma delas, seria Eliza.
Em 2013, algumas hipóteses de jogadores que poderiam ter tido contato com Eliza foram levantadas, mas nada com confirmação. Em entrevista exclusiva a O Tempo, o goleiro Bruno Fernandes preferiu não citar nomes de jogadores, mas aventou a possibilidade.”A própria Eliza, isso aí todo mundo sabe, né? Que ela vivia no meio de jogadores de futebol. E eu ouvi dizer, tá? Eu não tenho como provar isso, mas eu ouvi dizer que ela tinha um caso com um jogador na época (do julgamento) que jogava no Corinthians, tá? E ela era amante desse jogador. Depois esse jogador ele chegou a atuar no Atlético Mineiro e foi aí ventilado o nome dele. E rapidamente, por ele jogar no Atlético Mineiro, o nome dele foi abafado, né? Foi preservada a sua imagem. Então eu também não quis falar o nome do jogador porque eu não sei como que tá hoje. Eu não sei como está a família, como que a família pode aceitar uma situação dessa. Mas existe a possibilidade também do Bruninho ser filho desse outro atleta”, declarou.
Perguntado se tinha algum tipo de contato com esse atleta e como ficou sabendo da questão, Bruno disse que tinha amigos em comum com o outro jogador e que foi alertado por pessoas do mundo do futebol. “Eles falaram ‘Olha, Bruno, fulano de tal, ele tinha fulana, no caso a menina era amante dessa pessoa’, entendeu? Então você toma cuidado e tal, não sei o quê e tals”, disse. “Pessoas me falaram isso lá atrás, né? E aí eu, poxa, como não existe o DNA e foi de forma presumida, eu quero sim esclarecer essa dúvida”, disse o goleiro à reportagem.
O advogado Lúcio Adolfo, que também defendia Bruno Fernandes, levantou a hipótese de Bruninho ter outro pai no passado. Procurado pela reportagem, ele disse que “naquela época, o advogado do Bruno achou que não seria necessário fazer um exame de DNA contestando a paternidade do Bruninho em face das questões penais. E o Bruno se negou a fazer na esfera penal, ele não é obrigado a fazer prova contra ele. Na época, foi recebida uma foto em que se colocava o Bruninho ao lado de outro jogador, com uma semelhança física muito intensa. A partir daí que começamos a acionar o interesse de fazer o reconhecimento da paternidade, até para saber se o Bruno é devedor dessa questão do Bruninho, mas nunca se atendeu isso”, afirmou. “O que eu sei é que Eliza era muito dada ao contato com jogadores, a prova do processo é vasta nesse sentido. Se excluir o Bruno, aí a avó pode querer fazer esse pedido com outras pessoas. Agora que existe sempre essa ‘brincadeira’ da Eliza com jogadores, sempre existiu. Eu não tenho elemento para falar que pode ser ou não, só pode pedir que seja feito o DNA para provar que seja o Bruno ou não (o pai). E se não for, essa história vai ter repercussões”, pontuou.
Caso o exame de DNA não coloque Bruno como pai, Lúcio Adolfo entende que isso significará a “lavagem da alma de Bruno”. “Vai mudar muita coisa, ele passa a não dever. O dinheiro que ele pagou, e não foi pouco, tudo isso vai ficar um pouco injusto, mas como ele falou, não quer isso. Quer a alma lavada”, contou o advogado. “Aí a Dona Sônia vai poder acionar a Justiça por novo pedido, mas vai fragilizada. Depois de culpar por 12 anos o Bruno, culpar os outros vai ficar fragilizada, mas vai ter que procurar quem pode ser o pai”, disse o advogado.
Resposta
Por meio de nota, a advogada Maria Lúcia Gomes, que defende a família de Bruninho, afirmou que todos os cidadãos têm o direito de postular em juízo aquilo que imagina ser um direito”, mas que cabe aos advogados analisarem se “esse direito não está precluso, se já foi julgado ou se existam elementos para modificar aquilo que já foi objeto de julgamento”.
Ela ainda pontuou que o processo em questão não discute a paternidade, mas sim a indenização por danos materiais e morais causados à criança. “(Esses danos foram causados) por ele Bruno. Esse dano requerido está configurado em provas documentais e inquestionáveis. Difícil a reforma dessa sentença pelo TJMS”, disse.
A advogada ainda considera que “independente da paternidade do autor da ação, o Bruninho sofreu na alma e de perto a separação da mãe” e “são marcas que até hoje permanecem e para sempre permanecerão”. “Esse dano cometido por quem quer que seja a outrem deve ser reparado”, chancelou.
Fonte: O Tempo
Foto: Cristiane Mattos/ O Tempo