Policial
Biomédica indiciada por homicídio usava remédio para HIV em pacientes

A biomédica Lorena Marcondes foi indiciada pela Polícia Civil por homicídio doloso em razão da morte de Íris Martins, de 46 anos, em 8 de maio deste ano, em Divinópolis. Com informações de Itatiaia.
As investigações apontaram várias irregularidades, incluindo o uso de um preenchedor indicado para pacientes com HIV. O delegado responsável, Marcelo Nunes, destacou que a investigação encontrou duas qualificadoras: motivo torpe e traição. “Ela enganava os pacientes dizendo que o ‘procedimento não é invasivo’. ‘Não é uma cirurgia’. Mas só no corpo da Isis foram 12 incisões profundas. Se isso não é invasivo, o que é então? Tem que abrir as pessoas de fora a fora para considerar [invasivo]?”, reforçou o delegado, que destacou o fato de a biomédica adquirir confiança das pacientes por meio das redes sociais.
A perita Paula Lamounier afirmou ainda que foram encontrados em um carro usado pela clínica, e retirado do local por uma funcionária no dia do óbito, caixas fechadas de fármacos que deveriam ser administrados apenas em ambiente hospitalar e ambulatorial.
“Encontramos dentro do carro, junto a esses itens, um frasco de soro fisiológico contendo uma substância branca, que na ocasião não sabíamos do que se tratava e exames na sequência demonstram se tratar de PMMA, que é um preenchedor de deformidades pequenas ou casos de lipodistrofia (desequilíbrio da distribuição de gordura que pode ser tratado com preenchimento ou lipoaspiração) de HIV. Não é indicado para fins estéticos”, reforçou.