Superação
“Terapia e gratidão por estarem vivos”: sobreviventes da tragédia em Capitólio contam como estão

Ele conta que aquele 8 de janeiro de um ano atrás começou como mais um dia qualquer. As crianças animadas com o passeio, todos aguardando ansiosos pela chegada do sol. Tudo corria bem, até que o inesperado aconteceu.
“Observamos algumas pedrinhas caindo, mas achamos “normal”. Enquanto nos divertíamos e contemplávamos tamanha beleza, outras pedras caíram, dessa vez um pouco maiores que as primeiras. Minutos depois, outras pedras se desprenderam. Trocamos olhares e pedimos ao piloto para sair dali. Ele prontamente manobrou a lancha. Olhei para cima e vi aquela enorme pedra caindo. Em questão de segundos, veio uma onda gigantesca, parecendo um tsunami, com uma água preta, que cobriu tudo”, escreveu.
“As crianças tinham pesadelos, ficavam assustadas com qualquer barulho, mas a terapia e a volta à rotina ajudaram”, conta. Apesar de tudo que passou com a família, Alexandre não vê culpados. Para ele, foi uma “fatalidade”, que não tinha como ser evitada.
“A gente estava na hora errada e no lugar errado. Choveu muito naqueles dias e não tinha como ser previsto. Felizmente, nós saímos todos vivos. Tristes por aqueles que morreram e estavam em uma lancha próxima”.
Aprendizado
Alexandre e os familiares não voltaram a Capitólio desde o acidente, mas ele não rejeita a possibilidade de um dia retornar. “É um local muito bonito e eu poderia voltar. Mas eu não faria o passeio nos cânions novamente”, diz.
Ele conta que o acidente fez mudar a rotina de viagens e que hoje é muito mais atento aos passeios que faz com sua família. Alexandre lembra, por exemplo, que no dia do acidente foi exigido na lancha coletes salva-vidas apenas para as crianças e, por isso, os adultos não utilizaram.
“A gente está em férias, passeando, não imagina que algo de ruim pode acontecer. Hoje eu vejo que alguns cuidados são necessários”, afirma.
